Sobre, 1984 – George Orwell, começo por achar que apesar de ser intitulado em romance, parece-me de todo muito mais abrangente do que isso, penso até que se pode “partir em 3 partes” distintas: Romance, Cronica de denúncia e Manual de Instruções. É o livro. Mas,  livro esse que foi terminado de escrever no ano de 1948 e publicado em 8 de Junho de 1949, retrata o cotidiano de um regime político totalitário, tende e muito a uma aproximação em termos de fundamento socioeconómica mundial num todo denunciando um processo de poder caracterizado pela coincidência do autoritarismo.

 George Orwell, classificou-o como sátira. A obra em si é esclarecedora e concisa.

Poderá ser uma possível previsão-Distopia: eu considero, que o conhecimento assente do autor lhe confere um estatuto de manual para as (sociedades socialitárias – totalitárias socialistas/ capitalista, ditadura, etc.) para subtilmente dilacerar as classes com baixos recursos e virem a ser aniquilados, ter como efeito uma alienação do que visa os direitos fundamentais de indivíduos. Poderosos sedentos de ganancia e poder, visam eliminar todos os que possam aprender e evoluir no conhecimento, e actua em igual modo num plano de extermínio de consciencialização ao desenvolvimento de sociedades livres e justas, e em igual forma alimentando em paralelo, e como bónus base a torneira do dinheiro para um sector minoritário assegurando desta forma a sucessão dos mesmo ao mesmo.

Se tivermos em conta a situação mundial. Vemos com clareza que esta obra foi de facto uma premonição – palavra, então profecia na edição da obra em que o próprio autor se desmarcou com as declarações ao livro.

Ao ler 1984, deparo-me com um paradoxo, identifico-o no sentido em que o fato em si poderá transpor para fora da obra um e em si mesmo, uma desordem, de quem a toma como verdade absoluta, não que não seja no todo do conjunto social, mas para os indivíduos que a tomam como base de um suporte de apoio e rigidez, e desta imortalizando-a em continuidade, como os escravos ou apoiantes do “Partido” através da prisão mental ao descrito e que de certa forma faz ovação ao “Grande Irmão“, ou seja, na medida em que a “socing” saiam da ficção e em algum ponto se torne tão real no meio individual em diversos casos e ao mesmo tempo no conjunto estruturado de prisão ideológica na identidade do Ser. Manipulando desta forma e criando o efeito contrario ao pretendido – o “UM ABRE OLHOS”.

Isto claro digo eu… Deixo frases do livro:

– “Se alguma esperança resta, escreveu Winston, está nos proles.”

 – “Compreendo COMO; não compreendo PORQUÊ.”

– “Estar em minoria, mesmo sendo uma minoria de um só, não era sinal de loucura.”

.                                                                                             1984, George Orwell       

.

Imagem

AMSM

 

Anúncios

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s