Hoje, no parque infantil, e enquanto o meu filhote brincava com os amigos, dei por mim a fazer o que já não fazia há algum tempo. Comummente e depois de atravessar mais uma fase de transição, deparei que estava a trocar ideias com um grupo de pais (pessoas inteligentes e informadas em temas gerais e abrangentes). O tema em discussão: o estado do estado. Bem, sem grande surpresa minha, deparei que todos os presentes tinham a mesma percepção que eu. E indo mais a fundo na questão, a grande pergunta foi: porquê que o povo português não reage à actual situação governativa e social do estado? A resposta foi unânime… O medo de perder o pouco que têm. E claramente a conversa evoluiu no grau.

O que se tem afinal?

Quantos o têm?

O que é que têm?

Até quando se têm o quê? 

Claramente são respostas que qualquer um pode arriscar uma previsão… o tempo é escasso se não mesmo já á muito ultrapassado. O limite, – batemos no fundo á muito, neste momento como nação desencorajada estamos a cavar… Sim cavar, já fomos abaixo o que se podia ir, agora estamos a cavar para “ganhar” espaço no fundo. A abrir a própria sepultura para cada um de nós num todo chamado povo de Portugal. Como se pode aceitar isto? Como se pode permitir isto? Aonde anda a minha geração? O que estão a fazer e a permitir? Porquê que não nos mexemos….? 

Concluímos, e sem respostas às perguntas anteriores, que o que falta em Portugal é “Alguém” que tenha carisma, vontade, perspicácia em fazer as coisas mudares e afirmar-se como líder na revolução estatal… Portugal precisa de um rosto! Um abrigo e mote de força para desaguar as dificuldades amparado numa traineira que assegure abrigo.

Qual movimento qual carapuça. Grupos apoiados por partidos não são solução e nem tem interesse algum em mudar nada (já tenho dito por aqui).

Em suma, por medo ou falta de mérito está um povo inteiro a ser cúmplice de uma destruição em massa de um povo e do futuro de gerações, que com falta de bases e de estruturas de desenvolvimento, potenciam a miséria e desumanização.

 Portugal tem por excelência, condições de auto se manter por características próprias, características essas que foram desaproveitadas ao longo dos anos e ao qual inclusive foram garantidos fundos sociais europeus para que não se desenvolvessem. Tristemente aceite!

De à uns meses para cá, e com quem falava destas e outras questões, ficava totalmente desolada quando ainda constatava que após todos estes roubos colectivos, me deparava com gente que ainda tem esperança (de quê? Pergunto eu!).

Que acreditam no sócrates, cavaco, passos……. CDS, PS e por ai fora…

Oh God! Os portugueses estão doidos? Lunáticos? Ou mal informados?

Confesso que já tinha saudades, de perceber que nem todos estão a dormir e que até se sabe o que se pode fazer e como para mudar… Mas a pergunta salta de novo…, mas Quem terá audácia de sozinho fazer algo??? Pois…. Fazer mais do que criar pág nas redes sociais e ofender por ai mesmo…  (Sem comentários a esse respeito.)

 E enquanto isto… eu olhava para aquelas crianças, ali, a brincarem alheias a tudo isto e tão somente a fazer o que lhes competia – brincar, e a pensar que tipo de futuro lhes está reservado… sendo eles a geração do futuro no nosso Portugal.

Meu Filho. Filho, o que te estamos a fazer?

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Amsm

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