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Este livro dispensa apresentação, e também já o li tanta vez o que me impossibilita de destacar ou concluir ilações – a cada nova re-leitura um novo ângulo de perspectiva é-me mostrado. Então, que cada um por si e da sua da leitura retire o que melhor entender. Acredito que vai focar ou chegar a uma conclusão diferente no fim.

Por exemplo, não acho que o livro seja sobre ficar cego, mas ao mesmo tempo mostra muitos detalhes do dia-a-dia de alguém que não “vê”.

Este livro autoimpõe-se a mim, para leituras periódicas sazonais. Ele chama-me…

É um daqueles livros, que não é possível ler-se apenas uma vez.

Este livro cria espaço no vazio.

O livro é uma metáfora, ora vejamos…, com todo o conhecimento acumulado pelo ser humano e disponível na Internet, estamos cada vez menos inteligentes, tudo virou acumulo de informação e ninguém pensa muito sobre ela, só a detém, porque até se sabe aonde ela está e como ir lá busca….
Estamos a dar cabo do nosso planeta, único no universo com condições de abrigar vida ( até ver, ou ter certeza das características fundamentais do ” Planeta Kepler-16b” :D) , e nem nos danos conta disso.

Dá-se mais valor que vem do exterior do que ao interior de cada um,  e ao que os outros pensam, o que os outros dizem, o que os outros sabem. Neste livro, “tudo se pode e faz porque ninguém Vê”, ou supostamente. Assim se pensa….

E o mesmo se passa nas relações inter-pessoais: o que deveria de nos unir, só nos separa ainda mais, paradoxo, quanto mais meios tecnológicos temos ao dispor para comunicarmos uns com os outros, aumenta a separação de uns com os outros, mais é o meios que nos unem, maior é o fosso que nos separa uns dos outros.

Estamos cegos, mesmo vendo, estamos a ver e não estamos a observar.Nem o que estamos a fazer e nem para onde estamos a ir.

Para mim esta obra, encaixa na perfeição como sendo o “Outro Lado” , de obras distópicas, tais como as tão aclamadas Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley [1932] e 1984, George Orwell.

Deixo aqui algumas frases do livro:

” A cegueira é uma questão privada entre a pessoa e os olhos com que nasceu.”

“É desta massa que nós somos feitos, metade de indiferença e metade de ruindade.”

“O mundo está todo aqui dentro.”

“O medo cega, disse a rapariga dos óculos escuros, São palavras certas, já éramos cegos no momento em que cegámos, o medo nos cegou, o medo nos fará continuar cegos,[…]”

“Alguns irão odiar-te por veres, não creias que a cegueira nos tornou melhores, Também não nos tornou piores.”

“A cegueira também é isto, viver num mundo onde se tenha acabado a esperança.”

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