Calmamente ela desistia das pessoas. E com o passar do tempo, e quanto mais o sol nascia na sua janela, mais calmante ela desistia.
Na impossibilidade de não amanhecer todos os dias, mansamente ela vivia.
Aprendia todos os dias a suavemente desistir, sabiamente desistir de tudo o que resiste, ou deseja com fraqueza. Porque ela acreditava que amor não se pede e então, se tivesse que pedir, partia.
E ao longo dos dias que se sucediam ela ia ganhando o ar sereno daqueles que sabem desistir em paz.
Aprendeu com o tempo a usar sua força naquilo que valia a pena. E se alguém por ventura quisesse ficar, então ela amava. Amava intensamente. Amava com a força daqueles que não desistem nunca daquilo que quer estar.

[Andréa Beheregaray]

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