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“Quando a alma penetra num corpo, existe uma razão para que o faça. É esse propósito – a missão do espírito – que chamamos de nosso dharma individual e único, seja ele grandioso ou humilde.

Nosso dharma pessoal pode ser descoberto através das indagações, “Por que estou aqui? Qual o propósito de minha vida” Um dos grandes santos que já existiu na Índia, Ramakrishna, ficou conhecido por encorajar seus seguidores a responder essas questões. Sempre que alguém o visitava ele perguntava, “Quem é você?” E ao perguntar essa questão ele podia descobrir se o visitante havia identificado seu dharma.

Descobrir nosso dharma é o mais importante passo em nossa vida. Se nós não damos esse passo, então nossos esforços não estão direcionados aos propósitos do espírito. Mesmo que trabalhemos extremamente duro, acabaremos por nos sentir vazios, escalando a ladeira do sucesso para apenas descobrir que estávamos nos recostando na parede errada. Nós bloqueamos nossa própria liberdade se não temos claro nosso propósito de vida. Como direcionar esforços na vida, vindos do coração, se não sabemos em que direção seguir?

É importante manter em mente que cada fase da vida deve ter um diferente dharma. O dharma de um bebê é mamar, o de um adolescente estudar, e o dharma de um adulto pode ser encontrar o seu destino espiritual. Ainda assim, uma determinada fase da vida pode ter não só um, mas diversos dharmas. Você pode simultaneamente ser um professor de yoga, um pai ou mãe, e um ativista por um governo justo.

Talvez o meio mais direto de abordar essa questão seja perguntar-se freqüentemente, “Por que eu estou aqui? Qual o meu propósito? Qual a razão de minha existência? Por que meu espírito escolheu este corpo e o que ele quer vivenciar?”

Durante os primeiros meses em que você se fizer estas perguntas, poderá ser inundado por uma torrente de respostas. A verdadeira resposta emerge devagar na medida em que o tempo passa, assim como acontece em quase todo o processo de decisão. Ao procurar uma casa, você pode visitar uma, depois outra e pensar ” Não, eu não quero esta ou aquela” – mas você precisa vê-las para descobrir que não as quer. Igualmente, no processo de descobrir o seu dharma, terá que explorar várias opções até que, por fim terá um forte e inabalável sentimento : “Este é o meu caminho. Isto é algo que eu preciso fazer.”

 

Este artigo é parte adaptada do livro chamado Teaching the Yamas e Nyamas de Aadil Palkhivala. De origem Indiana, vivendo nos Estados Unidos, Aadil é um professorer “sênior” de Iyengar Yoga.

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