AS 10 DESMISTIFICAÇÕES DA ESPIRITUALIDADE
Texto de Johanna Samna

“Para contextualizar – eu tenho plena consciência da minha espiritualidade. Sou taróloga, terapeuta e trilho diariamente um caminho de busca, consciência e estudo sobre mim mesma e o todo que me rodeia. A minha espiritualidade é vivida normalmente, como parte natural de quem eu sou e do meu dia-a-dia. E é exactamente por isso que decidi escrever este texto.

~*~

1 – Ser-se espiritual é ser-se uma coisa diferente dos outros.

Começamos por aqui para que o resto das frases possam ser escritas correctamente.

Não.
Ninguém SE TORNA espiritual… TODOS somos espirituais, logo á partida – todos temos um espírito e somos compostos exactamente da mesma forma energética. Não existem umas pessoas espirituais e outras não… Existem pessoas com consciência do que são na totalidade e outras não – isso sim!

2 – As pessoas com consciência da sua espiritualidade só têm amor no coração.

Não.
As pessoas com consciência da sua espiritualidade continuam a ser HUMANAS. E zangam-se. E gritam. E choram. Sentem-se injustiçadas, revoltadas e vítimas. Têm raiva. Ciúmes. E todo um rol de comportamentos disparatados, desiquilibrados e irracionais.

No entanto, conhecem o poder da energia do amor – e por isso trabalham em si mesmas a capacidade de albergarem mais e mais desta energia.

3 – As pessoas com consciência da sua espiritualidade são sempre positivas.

Não.
Também duvidam, tropeçam, caiem, ficam ansiosas e com medo. O que acontece é que têm consciência do poder do seu pensamento e por isso, após perceberem que estão num registo negativo, tentam respirar fundo e alterá-lo.

As pessoas com consciência da sua espiritualidade continuam a ser HUMANAS.

4 – As pessoas com consciência da sua espiritualidade só ouvem música zen.

Não.
As pessoas com consciência da sua espiritualidade continuam a ser HUMANAS. O que significa que têm gostos pessoais – como tipos de música preferidos (que naturalmente continuam a ouvir), seja rock, pop, hip-hop, metal, música clássica, música popular…

A música zen serve para relaxar, meditar, concentrar… E, mesmo assim, dentro do que se chama “zen” (dando a ideia de que é música para dormir), existem inúmeros estilos que cada pessoa usa mediante aquilo que mais gosta.

5 – As pessoas com consciência da sua espiritualidade não podem ir a discotecas nem a locais com muita confusão.

Isto não é bem assim.
As pessoas com consciência da sua espiritualidade continuam a ser HUMANAS – logo, frequentam todos os lugares que os humanos frequentam, dentro, lá está, do gosto pessoal de cada um.

O que acontece é que há um trabalho que vai ocorrendo com a energia da pessoa que a torna mais sensível a ambientes confusos e cheios de energias densas. Mas isso é uma questão de energia e não uma regra ou obrigação imposta “porque sim”.

6 – As pessoas com consciência da sua espiritualidade que trabalham nessa área, trabalham de borla.

Porquê?
Porque têm um dom e têm que o dar de graça?
As pessoas com consciência da sua espiritualidade continuam a ser HUMANAS – logo, investem tempo, dinheiro e energia em formações para as suas práticas no foro espiritual e dedicam-se diariamente a um caminho de estudos e aprofundamentos do trabalho que fazem consigo mesmas e com os outros.

Não me parece que haja aqui qualquer diferença de qualquer outro tipo de formação e trabalho, até porque quem tem o dom de desenhar vai, por exemplo, para arquitecto/a e quem tem o dom de cozinhar vai para cozinheiro/a… E todos recebem por isso, certo?

7 – As pessoas com consciência da sua espiritualidade são só luz.

Não.
As pessoas com consciência da sua espiritualidade continuam a ser HUMANAS – (já disse isto?) – com ego, sombra e muitos defeitos.

O que acontece é que sabem da existência de uma parte superior que pode ser resgatada, ampliada, vivida… Mas isso não invalida que tudo o resto também exista e, se querem que vos seja muito, muito sincera, lembrarmo-nos da nossa consciência espiritual e esquecermo-nos da nossa essência humana (ou fingirmos que já não existe) é, a meu ver, vazio. E perigoso.

8 – As pessoas com consciência da sua espiritualidade são especiais.

Ora bem… Voltamos ao ponto 1 – se todos somos espirituais e constituídos da mesma forma energética, significa que todos somos especiais. Certo?

Uns lembram-se, outros não. Usar isso para se fazer passar por superior é feio… Muito feio.

9 – As pessoas com consciência da sua espiritualidade são esquizofrénicas.

Desculpem, não resisti. É que se nós – que através de meditação acedemos a dimensões paralelas; que facilitamos terapias onde acedemos a vidas passadas; que comunicamos com os nossos Guias de Luz e que recebemos sinais e mensagens dos mesmos… Fossemos ao psiquiatra dizer estas coisas…!! Trazíamos, no mínimo, uns 3 rótulos diferentes para casa… E umas 2 caixinhas de medicamentos. Certinho!

Mas não.
As pessoas com consciência da sua espiritualidade abrem o leque de conhecimento sobre si mesmas e sobre o que as rodeia, compreendendo o que é a sua terceira visão, a sua intuição, a sua mediunidade e muito do mais que se encaixa naquela zona que ainda se mantém no desconhecido para a generalidade das pessoas – o campo astral e o sexto-sentido.

10 – As pessoas com consciência da sua espiritualidade têm que ser santas e são sempre boazinhas.

Eu vou repetir: as pessoas com consciência da sua espiritualidade continuam a ser HUMANAS. Ponto.

Pode ser diferente para outros (e eu respeito), mas, para mim, é assim que faz sentido.”

© Johanna Samna

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