O MAGO

Mago

 

O MAGO “Um preguiçoso nunca será mago. A magia é um exercício de todas as horas e de todos os instantes. É preciso que o operador das grandes obras seja senhor absoluto de si mesmo; que saiba vencer as atrações do prazer, o apetite e o sono; que seja insensível ao sucesso como à afronta. A sua vida deve ser uma vontade dirigida por um pensamento e servida pela natureza inteira, que terá subordinada ao espírito nos seus próprios órgãos e por simpatia em todas as forças universais que lhe são correspondentes.” Eliphas Levi – Dogmae Ritual de Alta Magia

O segundo arcano do Tarot. A carta de número um (o zero é o louco) representa o Mago como aquele que domina as quatro forças da natureza: Ar, Fogo, Terra e Água. Domina exteriormente e principalmente internamente. Dentro de si. As forças internas são aquelas que devem ser dominadas. São eles os impulsos primitivos. As emoções, necessidades, carências, ódio, amor, alegria, tristeza, etc. Todas essas forças devem ser objeto de domínio do mago. O início à magia começa de dentro. O mago impõe sua vontade por meio de atitudes. Não basta querer, tem que fazer. Saber não é suficiente, tem que aplicar. É preciso ousar para satisfazer as duas acima. Por fim é preciso manter em sigilo, no mínimo discrição quanto ao seu intento. Este se resume em calar. As quatro leis do mago: Saber, querer, ousar e calar. O mago busca a iluminação, a evolução o aprimoramento. A busca do perfeito é o que leva a divindade. O que é perfeito? O que há na natureza que é perfeito? A resposta tem diversos nomes. Uns chamam de YHVY, outros de TODO, mas é comumente chamado por Deus. Deus é o ponto de chegada, o foco, a luz no final de um longo e perpetuoso túnel sombrio. Não há mago que pode ser superior a essa suprema divindade. Estamos abaixo dele, mas podemos possuir todas as suas atribuições. O mago se mantém integro. Ele não possui vícios. Não por que é ruim para si. Não possui, pois sabe das leis do universo e que somente os fracos sucumbe aos prazeres desenfreados. “Um vício é um veneno, até para o corpo; a verdadeira virtude é um penhor de longevidade.” Eliphas Levi A maior obra do homem, a chamada Magnus Opus, é a transmutação do homem ao homem-deus, pois este é aquele ser perfeito. É o objetivo supremo e ao longo do caminho diversas ações são feitas. Aqueles que se identificam com a superioridade e virtude são os que tendem a ser magos. Os verdadeiros sabem os significados das simbologias e não temem o desconhecido. A maior dificuldade do homem é dominar seus impulsos. É preciso persistência, é isso que a primeira citação significa. Quando um mago constrói uma vontade imbatível e sólida, não há forças que o impede. A sua vontade deve ser poderosa como uma avalanche e controlada como um fluxo contínuo de uma brisa. Aprendei a controlar seus impulsos e depois dominai a natureza. É para o domínio dessas forças que existe a meditação. As formas de concentração e os rituais são métodos de controlar as formas de pensamentos. Uma pessoa preconceituosa e medrosa jamais atingirá o seu verdadeiro potencial. Questione tudo. Ouse. Duvide. Aquele que não crê não terá. É preciso ter a mente aberta. Não significa aceitar. Significa saber e concluir por si mesmo. Ler e buscar sempre o conhecimento. Compreender, ter paciência, tolerar, ser justo, saber discernir as diferenças e amar tudo como se fosse o criador daquilo. O domínio se dá por atos. Todo ato corresponde de uma vontade vinda da razão.

É preciso fazer para ser.

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