Porcos a voar!!?

Quer pois poesia
O nosso Primeiro…
E eu que sou costumeiro
Dou-lhe a primazia!

Pois mais qu’a ciência
Ensina-nos a estar
Em qualquer lugar
Sem maior referência…

Já qu’a palavra
Se basta a si própria
Sem maior panóplia
No qu’o registo lavra

E nisto o qu’é dito
Em prosa ou verso
Está no Universo
Com’o livre-arbítrio

Ninguém nos obriga
A falar, pois alto
E fingir-se incauto
No qu’a palavra diga!

E na poesia
Mais que na ciência
Tod’a incoerência…
É hipocrisia!

E demais fingir
Um gosto poético
(Quando s’é patético…)
Só pr’a s’exprimir?

Sim, (de)mais valia
Quase estar calado!
E fingir-se escutado
Nessa poesia…

E assim evitar
A indignação
De tod’a Nação
Por “poetisar”!?

E ali ver Camões
Como “triste” ícone
Ter neste cicerone…
As “declamações”?

Como vês, poeta
Muito pouco mudou!
E do que ficou…
Tud’o resto é “letra”!

Letra

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