2013-09-21-19-17-07

Não sou muito de explanar. Hoje, vou deixar aqui um registo, sinto que o devo de fazer.

Por Gratidão, Agradecimento, Apelo, Suplica, Auxilio…

Vamos falar de experienciações metafisicas sócio-antropológicas essenciais ao entendimento do que é ser, Um Ser.

Sentimentos, lembras-te o tipo de sentimento que sentes quando experimentas um elogio de alguém que te elogia…, quando te sentes aprovado, aceite ou até quando recebes um aplauso por algo, ou de forma generalizada… Um aplauso de glorificação!

Agora vamos comparar essas sensações com os sentimentos,

 O que sentes quando estás a contemplar o nascer do Sol, ou Pôr-do-Sol, uma Paisagem, o Mar, ou seja, uma parte ou o todo da natureza em geral. Quando lês um livro, ou assistis a um filme que realmente gostas.. 

Tenta reviver o último sentimento e compará-lo com o primeiro, causa desconforto esta iniciativa, mas avançamos,  motivos que causam a necessidade de se ser elogiado? Será que consegues entender, que este primeiro tipo de sentimento vem de teu próprio ‘glorificado’ e ‘promoção’ , é um sentido mundano. O outro, o segundo vem de tua própria conduta, é um sentimento anímico (psíquico).

(Reflexão)

Vamos a outro contraste:

Reproduz um tipo de sentimento que te lembre que te faca experimentar como é “o receber com sucesso”, quando começas algo com o qual ansiavas é como que “um levantar” para ganhares um jogo ou uma aposta ou uma discussão. E, compara-o agora a sensação que vem de dentro de ti quando tu realmente gostas do teu trabalho – do que fazes em algum momento, quando realmente absorves inteiramente a tarefa em que te debruças para a desempenhar.

 E olha novamente, nota a diferença qualitativa entre Sentimento Mundano e o Sentimento de Alma.

(Reflexão)

E ainda, mais um outro contraste:

 Lembraste de como te sentiste quando eras capaz de concretizar algo?

Vamos por partes: Quando foste um chefe e as pessoas te respeitavam e acatavam as todas as tuas ordens. Quando eras uma pessoa muito popular e admirada.

E esse sentimento mundano, compara-a com a sensação de intimidade e companheirismo que experimentadas quando em um grupo de amigos e na desbunda descontraída de farra, tu te riste e muito, em momentos engraçados e únicos de partilha social de brincadeira saudável e verdadeira.

(Reflexão)

Uma vez feito isto, só e apenas se trata de compreenderes a verdadeira natureza dos sentimentos mundanos, ou seja,  sentimentos de orgulho e autoengrandecimento que não são naturais, mas foram inventados pela nossa sociedade e pela nossa cultura para que sejamos produtivos e controlados- ovelhas produtivas de produção consumista em massa.

Estes sentimentos não fornecem sustento e felicidade no decorrer ao quando tu te contemplas com o simples e com o belo, quer seja isso o que seja, desde, a Natureza, o Sol, a Céu, as Nuvens, a Chuva, ou um claro e simples desfrutar da companhia de um amigo, desfrutares da tua propria companhia, ou do teu próprio trabalho ou actividade a que te entregas para a fazeres nascer das tuas proprias habilidades pessoais? Porém, essas foram projectadas sim para produzir ilusões, emoção… e vazio.

 

Tenta ver no decurso de um dia ou de uma semana, e pensar como muitas das acções que tomaste e as actividades de iniciativa que praticastes em ocupação, quais delas foram livres do desejo de sentires essas emoções e ilusões que só produzem vazio, o desejo de atenção e aprovação dos outros, fama, popularidade, sucesso e poder.

Olhe para as pessoas ao teu redor. Há algum entre eles que não está interessado nesses sentimentos mundanos? Existe um que não é dominado por esses sentimentos, que desejas tu, usado o consciente ou inconsciente. Tu, a cada minuto de tua vida olhas para isso? 

 

Quando começas a aplicar isto, vais entender como as pessoas tentam ganhar o mundo e como, ao fazê-lo perdem a oportunidade de viver. Ganham vida, e é uma vida vazia,  monotona, sem alma …

 

E.  A vida é curta de mais para ser pequena.

 

Proponho que consideres a seguinte parábola da vida:

Num passeio de autocarro carregado, a uma região bonita – cheia de lagos, montanhas, rios e prados. Existem cortinas no autocarro, todas as cortinas da camioneta têm desenhos, e os turistas  não têm ideia do que está do outro lado das janelas, por causa dos panos que as cobrem.

A viagem é gasta com discussão  sobre quem deve ocupar o melhor  assento no autocarro, quem deve ser aplaudido, quem é mais digno e de consideração… E assim se vai até o final da viagem.

 E o véu permanece na frente dos olhos de quem não quer ver…

amsm

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