A doença é a identificação errada com o corpo, com os sentidos e com a mente, pela qual nós aparecemos limitados e, portanto, infelizes. O remédio é tomar seu lugar soberano sobre o corpo, os sentidos e a mente, prestar atenção no conhecimento deles. Este conhecer é o Ser e é presente. Você é este Saber Presença. A mente distorce o grosseiro e esquece o sutil. Cria um prisma de desejo e medo através do qual você cria uma realidade. Você consegue ver que as apresentações que ela cria devem ser incompletas e incorretas? Sim, isso é o que você aceita como verdade. Você acredita que nasceu em um mundo. Não é assim. Cada um de nós cria um mundo para si mesmo. Você vive nele e reclama dele. Seu mundo é composto de desejos e da satisfação dos desejos, de medo e de estratégias para evitá-lo. Você não consegue ver que é seu mundo privado? É um pouco mais que um artefato da mente. Uma vez que você veja essa loucura, você estará no caminho de saída. Veja que você cria o espaço em que o mundo se move, o tempo em que ele dura. Perceba que o mundo é apenas areia. Você pode brincar com ele, você pode andar sobre ele, mas não construa uma casa lá. Não há jornada como se diz. Pode parecer que não, mas estamos sempre de volta onde começamos. O que fomos em essência, e o que seremos em essência, é o que somos em essência. Pondere isso, mais amanhã.”

Wu Hsin, em “Behind the Mind (the Short Discourses of Wu Hsin)” (2012), tradução livre por Nando Pereira, Darmalog

Anúncios